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Antecedendo o assunto

Apresentação pessoal

O meu nome é Bruno Rafael Gonçalves Ramos, sou Português, tenho vinte e sete anos e sou licenciado em Enologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desde 2010. A minha experiência na área da enologia inclui onze estágios de vindimas em seis países de quatro continentes: Portugal, Argentina, Austrália, Estados Unidos da América, África do Sul e França. Durante os estágios efetuei o acompanhamento das fermentações e vinhos terminados na adega. Os estágios tiveram uma duração de três a quatro meses. (Figura nº 1).

Para além desta breve apresentação, considero importante, no enquadramento da temática desta tese, dar a conhecer um pouco mais de mim e do meu percurso pessoal.


Quando pequeno tinha por hábito acompanhar os meus avós à quinta, localizada perto de Setúbal, onde a família detinha uma pequena exploração agrícola que envolvia a produção de uma larga variedade de culturas agrícolas, desde verduras, a legumes, a frutas eà criação de gado suíno e bovino. Desde os seis anos que me recordo de ajudar os meus avós na colheita dos frutos, na sementeira e obviamente, como é natural na “vida” no campo, de comer as frutas diretamente da árvore ou acabadas de colher. Recordo com particular alegria, o sabor que retirava então, como por exemplo, das laranjas. Tendo passado grande parte da minha infância na quinta, aprendi um pouco da “arte de cultivar os campos”. 

Fui ensinado a perceber a influência das fases da lua nas plantações, qual a alimentação de cada animal, como se identifica o estado de maturação das frutas, qual a época ideal para a realização da poda, como se devem plantar morangueiros, entre tantos outros conhecimentos que conquistei até aos meus 18 anos. Esta foi sem dúvida uma das melhores experiências de vida que tive. Uma escola onde os professores, além do conhecimento, transmitiram também o seu amor e respeito pela natureza.

A primeira recordação que me liga ao mundo do vinho surge durante a produção de vinho caseiro, tinha eu 14 anos. Lembro-me de colher as uvas da videira com a minha avó, com o devido cuidado para não me magoar ou cortar erradamente a videira, de ajudar o meu avô a pisar as massas em fermentação, para obter uma maior extração pelicular, de ver o grau provável de álcool que o vinho iria adquirir e ainda de observar o meu avô nas provas que ia fazendo ao vinho da barrica até o mesmo estar pronto a partilhar com a família e os amigos.

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