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CARACTERIZAÇÃO DOS ESTILOS DE VINHO PORTUGUESES

Região do Douro

Considerada por muitos como a região vitivinícola mais bela do mundo, o Douro é sem dúvida uma região de “ouro”, tamanha é a sua beleza, imponência e excelência na produção de vinhos com características únicas que lhes conferem uma cor, um aroma e um paladar inigualáveis.

Efetivamente esta é uma das regiões vitivinícolas mais belas do mundo, e digo-o após conhecer muitas outras regiões, que a meu ver, não se igualam. É um tesouro histórico, primeira região demarcada do mundo, e quem ali vive tem o privilégio de a usufruir diariamente. É aqui que se produz a totalidade do Vinho do Porto, um estilo de vinho único no mundo. Contudo, outros vinhos são também aqui produzidos.

Nos seus socalcos nascem alguns dos vinhos mais apreciados mundialmente, resultado do trabalho árduo do homem, dado as suas encostas não permitirem a mecanização dos trabalhos vitícolas. É uma viticultura heroica, realizada num cenário quase irreal, que atribuiu aos que a praticam a designação de heróis, existindo mesmo uma certificação de viticultura heroica para valorizar este trabalho.

A região vitícola do Douro é hoje Património Mundial da UNESCO. Caracteriza-se por uma acidentada orografia, estando dividida em três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, onde são produzidos vinhos brancos, rosés, tintos, espumantes e vinhos do Porto. 

Estima-se que metade da produção de vinhos seja destinada ao Vinho do Porto, estando a restante dividida pela produção de vinhos brancos, rosés, tintos e espumantes.

O Terroir da região do Douro (Figura nº 8) é bastante vasto e com numerosas variáveis desde a exposição das vinhas, à altitude, à pluviosidade e à temperatura.

As castas desta região remontam à idade média, daí a sua ótima adaptação ao Terroir do Douro. Algumas destas castas datam da época da Ordem de Cister, sendo as mais utilizadas na região a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Amarela, Trincadeira e Sousão como castas tintas, e a Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato, Donzelinho, Viosinho e Moscatel Galego, nas castas brancas.

Para além das castas que menciono existem várias outras, contudo a sua área total de plantação é bastante inferior.

É caraterístico nos vinhos do Douro existir uma forte estrutura tânica na boca e todo o seu bouquet é muito rico. Esta complexidade deve-se ao Terroir da região e à sua diversidade, que dá lugar a vinhos diversos e intensos.

Esta é também a região nacional que mais potencial tem para o desenvolvimento de projetos de Enoturismo. A sua oferta bastante variada é sinónimo de atração para a modalidade de turismo ativo. Com uma notoriedade já bastante elevada a este nível, com um crescente número de turistas que se dirigem às quintas para participarem nas vindimas e nas tradicionais lagaradas, a região, através dos seus agentes económicos, pode e deve procurar potenciar estas características que a tornam única e fator de atratividade para quem a visita.

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