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CARACTERIZAÇÃO DOS ESTILOS DE VINHO PORTUGUESES

Região do Tejo

Esta região está situada no centro de Portugal e apresenta boas condições naturais para o desenvolvimento de diversas atividades agrícolas. A Denominação de Origem do Tejo (Figura nº 14) apresenta seis sub-regiões (Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar). Como em outras regiões vinícolas de Portugal, também esta tem uma longa história na produção de vinhos, com particular destaque para o século XIII, durante o qual se exportava a maioria da sua produção.

As Serras de Aires e Candeeiros são as que mais influenciam o clima da região, tido como sul-mediterrâneo temperado. O rio Tejo é o principal rio que cruza a região, promovendo uma pluviosidade que varia entre os quinhentos e os seiscentos milímetros.

Esta região está dividida em três zonas distintas denominadas de O Campo, O Bairro e a Charneca, mas com uma única Denominação de Origem. A zona de O Campo apresenta extensas planícies junto do leito do rio Tejo, motivo pelo qual está sujeita a inundações periódicas que contribuem para a elevada fertilidade natural dos solos. A zona de O Bairro localiza-se entre o Vale do Tejo e os maciços de Porto de Mós, Candeeiros e Montejunto, apresentando solos argilo-calcários com ligeiros relevos de orografia. A Charneca localiza-se a sul da região do Tejo e apresenta solos na sua maioria arenosos de fertilidade média.

As castas brancas mais utilizadas são a Fernão Pires, Arinto, Rabo de Ovelha, Bical e Trincadeira das Prata, e as tintas, a Castelão Trincadeira, Caladoc, Alicante Bouchet, Syrah e Merlot.

Esta região detém um conjunto de qualidades que lhe permite a produção de bons vinhos a um preço muito competitivo. A expressão de várias castas em associação ou com caráter varietal está também muito presente e revela uma aposta na inovação.

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