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Alentejo

Presente e Futuro

A região vitivinícola, presentemente vive uma situação de estabilidade e de afirmação no mercado internacional e nacional (Fonte: IVV, 2015), continuando a apostar na sua evolução (Quadro nº 6).

Tradicionalmente, é uma região amena, com um clima soalheiro e paisagens verdejantes de pouco relevo. Lembro-me inclusive de na minha família se falar do Alentejo (Figura nº 28) como um ótimo produtor de cereais, conhecido como o “Celeiro de Portugal” durante o Estado Novo. Hoje, para além de produzir cereais, a região possui a capacidade de produção de diversas outras culturas que a dinamizam como sejam: o cultivo da vinha, do gado, da olivicultura e do montado.

A recente construção da Barragem do Alqueva, conhecida como o maior lado artificial da Europa (Fonte: BBC NEWS, http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/1808734.stm), veio contribuir para um aumento da capacidade de irrigação da região em 10%, o que representa um salto qualitativo, em particular para a viticultura, ao corrigir as situações de défice hídrico que advêm de verões mais rigorosos.

Como a região tem sido muito dinâmica em inovação e profissionalização, existem hoje um conjunto de adegas muito bem equipadas e preparadas para o futuro, por exemplo a Adega Mayor, quer a nível de equipamento, quer a nível de equipas de profissionais altamente qualificados. O futuro desta região conta, assim, com desafios muito promissores.

A meu ver, o potencial de crescimento da variedade de culturas existentes, constitui, desde logo, um enorme desafio para desenvolvimento da indústria agrícola, a que se alia ainda a componente histórica e riqueza patrimonial, fortemente potenciada pelo Enoturismo. A minha visão de futuro para a região do Alentejo, em particular para a área vitivinícola prevejo a plantação de mais castas autóctones de Portugal para associação de diferentes castas que contribuam para manter o “tesouro” ampelográfico do país.

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