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Alentejo

Vinhos do Alentejo

Na última década o Alentejo registou um crescimento constante na produção de vinhos, contrariado apenas em 2012 (Quadro nº 2), com uma acentuada quebra provocada pelas condições climatéricas desse ano. Em 2004 a Região do Alentejo contava 13.500 Ha de vinha e produzia cerca de 650 Hl de vinho, números que contribuíram para o aumento da comercialização internacional.

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana é a entidade responsável pela certificação de todos os vinhos do Alentejo. Os vinhos DOC Alentejo e o vinho Regional Alentejo são também responsáveis pela promoção da marca Vinhos do Alentejo no mercado nacional e internacional. Estas duas certificações de qualidade em muito têm contribuído para o reconhecimento da região e qualidade dos seus vinhos.

Para a produção de um vinho com estas certificações, seguem-se vários padrões de qualidade que avaliam, por exemplo, as castas utilizadas, os métodos de certificação de todo o processo de produção e o engarrafamento.

Estas certificações de qualidade favorecem a preservação do Terroir da região, com uma seleção de práticas culturais de castas e técnicas autorizadas e denominações dos vinhos. A certificação é pois uma forma de garantir a imagem de qualidade da marca.

A imagem mais característica do Alentejo é a planície. A região apresenta uma orografia muito plana, cuja ausência de grandes formações montanhosas não proporciona a condensação da humidade atmosférica. Contudo, as existentes formações montanhosas, condicionam e criam diferenças climáticas essenciais para caraterizar as oito sub-regiões vitícolas do Alentejo: Portalegre, Borga, Redondo, Vidigueira, Reguengos, Évora, Granja-Amareleja e Moura, originando Vinhos de Qualidade Produzido em Região Determinada, conhecidos como VQPRD.

As formações montanhosas presentes na região são: as serras de Portel protegendo a sub-região da Vidigueira (421 m), a serra de Ossa, protegendo a região do Redondo (649 m), e a serra de São Mamede (1625 m). As duas últimas elevações caraterizam a formação de um microclima de terroir diferenciador.

A localização meridional e a ausência de relevos importantes são responsáveis pelo clima característico mediterrânico e continental da região. A insolação tem valores bastante elevados, o que se reflete na maturação das uvas, principalmente nos meses que antecedem a vindima, conferindo às uvas uma desejável concentração na película dos bagos.

As castas de uvas brancas mais utilizadas na região do Alentejo são a Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Rabo de Ovelha e Chardonnay. Nas castas de uvas tintas as castas mais plantadas são a Aragonês, Trincadeira, Castelão, Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Moreto, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Syrah.

A introdução de castas ditas internacionais na região, veio aumentar a possibilidade de a região produzir vinhos com características mais familiares a consumidores internacionais. Destaco o dinamismo em adotar castas mais conhecidas - um dos fatores decisivos na compra de um vinho - a nível mundial como forma de promover a região.

As castas portuguesas ainda não são conhecidas e valorizadas mundialmente pelo que é necessário definir uma estratégia para conquistar o consumidor, que deve passar primeiro por uma casta já conhecida, para então depois, o convidar a descobrir a verdadeira expressão do terroir com as castas portuguesas.

É esta grande riqueza de solos, aliada a oito diferentes tipos de microclima, e às distintas castas utilizadas na produção de vinhos do Alentejo, que fazem com que a região se expresse ano após ano com vinhos de alta qualidade.

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