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Antecedendo o assunto

Informação curricular

Foi com 16 anos que conheci a profissão de enólogo. A paixão por esta arte fez-se ingressar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a única licenciatura que forma Enólogos em Portugal.

Iniciei os estágios em vindima um ano antes de entrar na Universidade, o que contribuiu para aumentar o meu interesse por esta atividade. Todos os estágios representavam um novo desafio, uma nova aprendizagem, a que juntava o saber teórico do curso. Os diversos estágios de vindima que efetuei pelo país permitiram-me conhecer de perto as várias regiões vitivinícolas e reunir o saber e experiência do trabalho em cada uma das adegas. Contudo, existia em mim a ambição de ir mais longe e descobrir outras realidades na área vitivinícola. Aspirava já conhecer outras regiões do mundo, a perceber o que se faz de diferente e como podem essas diferenças ser capitalizadas.

A minha primeira aventura de trabalho e estudo fora de Portugal surgiu em 2009, na Argentina, uma experiência que jamais esquecerei, da qual guardo boas recordações, e que me fez perceber que não poderia limitar-me a apenas dois países. Queria conhecer outras pessoas que partilhassem o mesmo gosto e profissão e que fizessem dessa partilha uma oportunidade de aprendizado mútuo. Seguiram-se três anos de viagem, de muito trabalho e saudades de casa, mas também de partilha de conhecimentos em países como a Austrália, Estados Unidos da América, África do Sul e França. (Figura-1). Ao viajar por estes países era frequentemente questionado sobre como era a nossa cultura, uma cultura que muitos já conheciam e que outros ambicionavam conhecer. Senti que representava bem Portugal e os portugueses e isso foi profundamente compensador.

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