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LEMBRANÇA

Mercado Moçambicano

Moçambique é um país que partilha uma grande história com Portugal, desde 1498 - estima-se que existam cerca de 370 mil pessoas de origem portuguesa no território de Moçambique - o que já por si representa uma grande mais-valia para as ações de marketing e comunicação. É um mercado com cerca de 23 milhões de habitantes. Na sua capital, Maputo, habitam cerca de 1,1 milhão de pessoas, com tendência para um crescimento (Fonte: http://www.portaldogoverno.gov.mz ).

A estabilidade política que se vive em Moçambique há 10 anos conduziu a um aumento da economia em cerca de 8%. É um mercado que aprecia e reconhece o valor dos produtos portugueses.

Maputo está estrategicamente bem posicionada, maritimamente ligando África à Ásia, perto de países como a África do Sul, um importante porto marítimo que faz parte das rotas comerciais com todo o continente Asiático e próximo do parque natural Kruger, o maior parque de fauna selvagem do mundo, que atrai uma classe turística fulcral para o consumo de vinhos.

Moçambique é um país rico em recursos naturais, mas a grande maioria da sua população vive ainda em condições precárias e com graves dificuldades económicas. Esta é uma situação que tende a melhorar e pode, por isso, representar o momento certo para investir no posicionamento de vinhos de gama de entrada. Existe igualmente a oportunidade de colocação de vinhos de custo mais elevado junto da rede hoteleira, a que ocorre uma classe turística com poder de compra.

O mercado Moçambicano está assim marcado por duas faixas de mercado bem distintas: por um lado a população geral que começa a ter acesso a produtos de qualidade mas cuja falta de poder de compra a obriga a consumir vinhos de custo reduzido, e por outro, pela classe turística cujo poder de compra já permite o consumo de vinhos mais caros.

É importante salientar que Moçambique, à semelhança de quase todos os países Africanos, não é conhecedor da cultura do vinho, por isso o trabalho dos produtores em simplificar a mensagem em torno das suas marcas é crucial para que o consumidor compreenda que tipo de vinho está a comprar. É pois capital explicar/educar sobre conceitos básicos - conceito de castas, clima, terroir, qualidade, temperatura de serviço, modo de consumo - para que as ações de promoção de vinhos no mercado, bem como os próprios rótulos, contenham uma mensagem perceptível para o consumidor. Este é um mercado em que a aproximação ao consumidor deve ser feita de forma ponderada e a médio longo prazo. Embora a imagem do consumidor Moçambicano sobre os produtos portugueses seja boa, existindo um reconhecimento de qualidade, é importante promover ações de formação ao consumidor para que futuramente este possa também decidir sobre outros vinhos.

Também as semelhanças entre a gastronomia de Moçambique e a gastronomia Portuguesa podem ser capitalizadas para explicar como se pode utilizar cada estilo de vinho para melhorar uma refeição Moçambicana. Os azeites Portugueses têm também aqui uma janela de oportunidade para acompanhar os pratos moçambicanos.

Moçambique é um mercado promissor para o crescimento do consumo de vinhos. Atravessa atualmente uma fase de crescimento sustentável pelo que pode ser esta a altura ideal para as marcas de vinhos se instalarem no mercado. As marcas de vinhos de entrada de gama são neste momento uma boa aposta para atrair o consumidor moçambicano, sendo que as marcas de vinhos mais caras devem apostar na rede de hotelaria. As grandes alterações face ao cambio da moeda Moçambicana, Metical, tem criado algumas incertezas no crescimento e investimento neste mercado.

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