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LEMBRANÇA

Mercado Japonês

O Japão é um país insular, situado no extremo Oriente do continente Asiático, e a sua população é de 128 milhões de habitantes. A área metropolitana de Tóquio (capital do Japão) é considerada a maior do mundo, com um total de 30 milhões de pessoas.

O mercado japonês está maioritariamente concentrado na área metropolitana da capital, sendo que os consumidores que vivem em zonas rurais nem têm sequer conhecimento de que o vinho é uma bebida obtida da fermentação exclusiva de uvas, julgando-o um produto fermentado de arroz. Na área metropolitana o consumidor é informado e conhecer.

Se por um lado há consumidores que não conhecem o vinho, por outro lado existem consumidores extremamente entendidos em vinho, desde a sua história, às regiões, às castas ou aos produtores. No Japão existe a tradição de produção de vinhos de boa qualidade, existindo inclusive castas Nipónicas, como por exemplo a Koshu.

A exigência destes no que toca à informação sobre vinhos é uma característica muito própria. É muito usual, por exemplo, na zona metropolitana de Tóquio, encontrar consumidores a fazer as suas compras de vinhos com base no conhecimento próprio que têm do produto e não por influência da imprensa internacional. É o consumidor asiático o que mais interesse demonstra e o que mais conhecimento investe nos vinhos que consome. O Japão é assim considerado um trend center para todos os mercados asiáticos, marcando a tendência nos mercados vizinhos.

Apesar do reconhecimento dos vinhos franceses pelo mercado asiático, o consumidor continua à procura de vinhos de outras origens, o que se deve sobretudo à abertura e apetência natural que os japoneses têm por conhecimento, bem patente no crescimento exponencial que os vinhos internacionais tiveram neste mercado a partir de 2009. É neste sentido que este mercado, ainda muito jovem, apresenta oportunidades para o posicionamento de vinhos portugueses de média e alta gama. O mercado japonês está aberto aos vinhos de todo o mundo e tem registado um aumento do consumo nos últimos anos de 2,4L para 2,85 L por pessoa/ano (Fonte: OIV, 2015), consumo este que resenta um enorme potencial de crescimento futuro.

Pelo facto de o mercado japonês se concentrar essencialmente na área metropolitana de Tóquio, a aproximação a este mercado deve, obviamente, focar-se nesta área. Tóquio é uma capital de negócios a nível mundial, a 3ª maior economia do mundo e o quarto país com maior poder de compra do mundo, o que o faz dele uma “montra mundial” de vinhos. A importância estratégica do mercado Japonês resume-se facilmente numa frase: o reconhecimento das marcas a nível mundial neste mercado constitui um factor de aumento de vendas em outros mercados.

Como em outras culturas asiáticas, os japoneses têm uma forte apetência por tecnologia, chegando inclusive a assistir televisão no telemóvel no trajeto casa-emprego-casa. É pois de suma importância que a comunicação dos vinhos neste mercado seja direcionada para as novas tecnologias.

Por outro lado, pela sua cultura e tradição, o mercado nipónico apresenta diferenças bastante acentuadas face a outros mercados. É um mercado com raízes de tradições muito fortes, onde a base de todo o processo negocial é a confiança. Detalhes como a preparação das reuniões ou o chegar mais cedo do que o agendado, são entendidos nesta cultura como um sinal de respeito e de seriedade.

Os mesmos fatos históricos que descrevi anteriormente para o mercado Sul Coreano também estão relacionados com o mercado japonês, onde na época dos descobrimentos marítimos (Fonte: Daily Life in Portugal in the Late Middle Ages), século XVII, os navegadores portugueses eram os únicos comerciantes, Ocidentais, com permissão para comercializar e navegar no mar do Japão, um marco histórico que pode avalizar garantias do nosso profissionalismo comercial.

Existe um forte crescimento de vendas de vinhos off trade (supermercados, garrafeiras, outros pontos de venda ao consumidor para consumo caseiro) e em plataformas tecnológicas especializadas como os sites de venda de vinho. Em suma, existe um crescimento latente deste mercado, pelo que é fundamental a aposta numa comunicação via novas tecnologias.

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