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ANÁLISE CRÍTICA DA PROBLEMÁTICA E PROPOSTAS DE TRABALHO

Evolução do Mercado de vinhos

Lembro-me de em 2010, quando terminei os estudos de enologia, que a indústria do vinho em Portugal começava a apostar e a acreditar que a exportação dos vinhos poderia ser um bom caminho para a valorização dos seus produtos.

Neste momento atual nos mercados internacionais, poucos agentes económicos conhecem bem os vinhos Portugueses e estes agentes, conhecedores dos vinhos Portugueses, assumem que os vinhos Portugueses tem uma boa relação qualidade preço.

É notória esta qualificação por diversos agentes mundiais no comércio de vinhos de todo o mundo, com esta apresentação junto dos consumidores é sem dúvida um óptimo fator de diferenciação em relação a outros vinhos.

O consenso generalizado de que um vinho português oferece uma boa relação qualidade/preço fortalece a capacidade dos produtores de aumentarem o seu preço de venda. A valorização do produto pode assim centrar-se, entre outras, nas questões já indicadas da comunicação, da história do vinho, do terroir de Portugal e da região e da criação de elos de ligação entre o consumidor e o produtor.

Depois de três anos em mercados de vinho internacionais, regresso a casa e observo que muitos produtores continuam a achar que apenas o mercado internacional poderá valorizar o seu produto, implementando inclusive ações de posicionamento dos vinhos nacionais abaixo do seu real valor comercial somente para garantir a sua presença nesse mercado. Este é um comportamento totalmente contrário ao que defendo para a imagem dos vinhos portugueses. Aliás, as vendas atribuídas a um mercado somente pela prática da redução do preço servem unicamente, para criar uma desvalorização do produto. O mercado internacional é um bom destino para os vinhos nacionais se se souber valorizar este mercado também do ponto de vista do consumidor emigrante. O consumidor nacional é fortíssimo, quer resida em Portugal, quer em outro país.

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