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ANÁLISE CRÍTICA DA PROBLEMÁTICA E PROPOSTAS DE TRABALHO

Enoturismo

O conceito de Enoturismo é relativamente recente pelo que a sua definição se encontra ainda em formação. Na Wikipédia, Enoturismo é definido como “um segmento da atividade turística que se baseia na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e nas tradições e cultura das localidades que produzem esta bebida”. O Enoturismo é assim, uma atividade que alia todos os aspetos inerentes à cultura do vinho com o turismo, promovendo o conhecimento das etapas do processo produtivo do vinho e da região vitivinícola. Ele é reconhecido como uma atividade que é ao mesmo tempo turística e cultural, representando uma importante ferramenta de venda de vinho e um ponto de contacto privilegiado entre o consumidor e o produtor. O consumidor turista, aprecia oque é genuíno e é ávido deexperiências marcantes emlocais emblemáticos.

Como já tive oportunidade de expor, o Enoturismo em Portugal deve ser capitalizado. Os agentes comerciais desta atividade devem unir-se e desenvolver uma rede de infraestruturas que permita acolher turistas de todo o mundo e transmitir a cultura dos vinhos realçando as histórias que os valorizam. O vinho, avinha e acultura vínica podem afirmar-se apoiando aprocura turística, reforçando aatratividade da região e valorizando outras propostas devisitação turística.

Como estou a trabalhar na região do Alentejo irei referir-me em específico a esta região embora admita que muitas outras têm um enorme potencial de crescimento no mercado do Enoturismo.

O Alentejo é conhecido por ser uma região de planícies serenas, com um património artístico-cultural riquíssimo e uma população acolhedora. Com todas estas condições, seria ideal que os produtores de vinhos alentejanos constituíssem uma rede de oferta que fosse além de uma simples visita às adegas e caves, seguida de prova de vinhos. A atividade turística onde está inserida a cultura do vinho é muito mais do isso. O Enoturismo convida a vivenciar a cultura e a tradição local contextualizando a importância histórica da atividade agrícola da região. Ele une o local – gastronomia, hotelaria rural em herdades - o patrimonial, cultural e vitivinícola, providenciando aos amantes do vinho momentos de descoberta, prazer e descontração. As salas de degustação em monumentos patrimoniais ou em centros históricos, como aqui já apontei, podem fazer a diferença na oferta e valorização dos vinhos ao aliarem a cultura local/regional ao contacto direto com os produtores e o produto.

Existem bons exemplos de produtores que começam a explorar os diversos serviços de Enoturismo, mas ainda é insuficiente para o potencial da região.

Tive o privilégio de conhecer diversos produtores e visitar as suas adegas, salas de prova, hotéis, restaurantes, e a imagem que retive é que são experiências que marcam um consumidor e favorecem o “fidelização” a uma marca. Concluo pois que, para posicionar os vinhos portugueses no mundo é urgente melhorar o mercado do Enoturismo. Não será possível a todos os produtores, contudo, e como já aqui disse também, os produtores poderão fazê-lo se unirem esforços juntando-se por exemplo na abertura de uma sala de prova, captando vários públicos-alvo através da disponibilização de mais do que uma marca de vinhos.

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