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CARACTERIZAÇÃO DOS ESTILOS DE VINHO PORTUGUESES

Região de Trás-os-Montes

A região de Trás-os-Montes (Figura nº 7) está situada no extremo nordeste de Portugal continental e tem uma história na produção de vinhos que remonta às ocupações romanas. Está divida em três sub-regiões: Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês. Apesar das características muito próprias, na região de Trás-os-Montes verifica-se a existência de vários microclimas, que aliados às diferenças existentes na constituição dos solos, normalmente graníticos com manchas de xisto, bem como á maior adaptabilidade de determinadas castas, permitem obter vinhos muito diferenciados. Tais diferenças permitiram definir três sub-regiões para a produção de vinhos de qualidade com direito a DO Trás-os-Montes. Os critérios tidos em conta foram essencialmente as altitudes, exposição solar, clima e a constituição dos solos, tendo sido a Denominação de Origem (DO Trás-os-Montes) reconhecida a partir de 9 de Novembro de 2006 (Portaria n.º 1204/2006).

As castas tintas mais importantes desta região são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, e as castas brancas mais plantadas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.

As três sub-regiões que marcam a diferença de Terroir dentro da mesma região e uma longa tradição na produção de vinhos, aliada à diversidade do “tesouro” ampelográfico, preservado nas vinhas e nas belas paisagens da região, são uma grande mais-valia para o desenvolvimento desta região. Há no entanto outros fatores que lhe conferem valor, designadamente a aposta numa presença mais forte em mercados que reconhecem a história produtiva. No mercado nacional estes vinhos são ainda pouco visíveis e valorizados dado o grande desenvolvimento de outras regiões, pelo que é marcante delinear uma boa estratégia de internacionalização para maximizar o seu valor.
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